O GRANDE INQUISIDOR
De Fiódor Dostoiévski

O GRANDE INQUISITOR TEATRO VIRTUAL

 Fomos mais uma vez despertados pelo Grande Inquisidor, de Fiódor Dostoievski.

A situação que vivemos evoca insistentemente as questões humanas essenciais desse pequeno capítulo dos Irmãos Karamazov. 

Os limites impostos pela pandemia, nos instiga a reinventar o ato teatral já tantas vezes já reinventado. O desafio agora é monumental. Desde os primeiros espetáculos realizados em linguagem virtual no início da quarentena, percebemos que não se tratava apenas de transmitir uma obra teatral por uma mídia diferente para se atingir uma relação teatral.

Os limites e as possibilidades dessa nova realidade da pandemia e da situação do nosso país, nos propõe, talvez nos exija, uma nova forma teatral e é isso que nos propomos buscar.

A escolha de O GRANDE INQUISIDOR como primeiro passo dessa pesquisa, deu-se de maneira natural pela estrutura da peça e pela contundência atual das provocações propostas por Dostoievski.

Formamos uma equipe mista com pessoas de cinema e de teatro e criamos um decálogo para nos guiar nessa busca.

 

DECÁLOGO

 1-        Como no teatro, (théatron, o lugar de onde se assiste), o espectador mantém sua hierarquia na concreção da narrativa. 

2-        O espetáculo acontece em tempo real. 

3-        Olho no olho. A câmera, além do registro da imagem, é um personagem ativo da narrativa. 

4-        A sala virtual é aberta antes do início do espetáculo para os espectadores se reconhecerem e eventualmente interagirem entre si. 

5-        Uma das câmeras acompanha a preparação do ator. 

6-        Durante o espetáculo permanece apenas a câmera do cenário.

7-        No final, as câmeras dos espectadores são reabertas para que se possa conversar sobre o espetáculo e dar continuidade à assembleia teatral. 

8-        O cenário deve ser concebido para potencializar a narrativa do teatro virtual. 

9-        O dramaturgo e o ator permanecem como condutores da narrativa, juntamente com a câmera que se coloca como um personagem a mais.

10-      Não é cinema. Não é vídeo. Não é teatro. É teatro e é virtual.  

 

FICHA TÉCNICA 

Adaptação e Interpretação      Celso Frateschi

Direção                                        Francisco C. Martins

Fotografia e câmera.                Hugo Kovensky

Cenário e figurino.                    Sylvia Moreira

Edição de zoom                       Elisa Gomes 

Disign gráfico                            Victor Nosek

Desenhos                                  Ulysses Boscolo

Consultoria e Suporte/TI       Compumac      Arthur Pinheiro, Carlos Melchiors Davi Santos

Realização                                Ágora Teatro

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