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diana

Espetáculo DIANA com Celso Frateschi estreia

dia 13 de outubro no Ágora Teatro

 

« Celso Frateschi estará em cartaz a partir do dia 13/10 no Ágora Teatro com o solo Diana, de sua autoria, com direção de Rudifran Pompeu, cenários e figurinos de Sylvia Moreira, luz de Wagner Freire,  direção de movimento de Vivien Buckup e  Produção de Daniele Cabral.

 

O espetáculo “Diana” será o primeiro de uma intensa comemoração de duas décadas de criação do Ágora Teatro; um espaço que há muito vem marcando uma posição de referência na cena paulistana e também tem sido palco de encontros e debates acerca da condição humana, do destino e da vida.

Esse espaço tem em sua trajetória proporcionado ao “sujeito artista” e ao público uma sequência de questionamentos com o intuito de ser agente provocador e fomentador de horizontes possíveis nas diversas e dissonantes conjunturas que se apresentam ao longo da história e nesse momento de amplo retrocesso vivido no Brasil e no mundo.

 

Trata-se de espaço-lugar habitado por artistas inquietos com trajetórias e caminhos continuados nesses tempos sombrios.  A ideia de produzir o trabalho que marcou a abertura dessa “Ágora” quer demarcar a simbologia do nascimento de alternativas capazes de propor a reflexão. Como metáfora vamos partir do universo simbólico alimentado pelo espetáculo Diana em confrontação com o lugar e a conjuntura na qual nos metemos nesses vinte e tantos anos de historia e “estórias”, que por aqui perpassaram e foram debatidas a guisa da nossa improvável e sempre inesgotável exaustão.

Como diretor dessa “primeira” aventura comemorativa saudável, mas de fundo denso e cortante em que balizam-se as desmedidas de uma personagem que desiste das pessoas e decide se relacionar com as coisas, que amanhece encalacrada de "fantasias reais" numa possível e alienada “loucura,” plainando sobre um determinado isolamento e individualismo quase sempre recheado de assombros e rompantes conservadores, que a elevam  a condição de anormalidade e que faz o adjetivo em tempos atuais parecer até normal é para mim um imenso caminho de possibilidades; de se permitir jogar com a cena e proporcionar no campo do debate a real disputa de um certo tipo de pensamento opressor que nesse instante toma a América Latina e os mais variados « Brasis »  que habitam as nossas terras.

Em tempos de rupturas democráticas e a possível legitimação de um estado que se ampara e se alimenta no discurso de ódio, Diana é como um reflexo que "margeia" a condição humana em toda a sua complexidade e a capacidade de refletir sobre a vida. »

Rudifran Pompeu

 

Diana e o Ágora

Para nós, a arte e a estética só arriscam respostas para formular perguntas melhores. DIANA nos traz perguntas que nos remete à nossa vida e ao nosso mundo.

O que nos faz desentender o óbvio que se torna mistério ao nos isolarmos em nossa ignorância?   O que leva o cidadão à apatia e a alienar-se do convívio humano? O que faz uma criatura entregar sua existência àquilo e àqueles que a oprimem? O que causa o desinteresse pelo outro? O que é capaz de quebrar a nossa empatia pelo semelhante? O que nos faz esquecer daquilo e daqueles que revelam verdades que nos incomondam. Na ditadura, 453 foram identificados como mortos e desaparecidos. Quantos são desaparecidos e esquecidos. Hoje no Rio de Janeiro são mortos cinco pobres por dia pelas forças policiais. O nosso cenário criado por Sylvia Moreira, presta uma homenagem a todos eles. Diana nos remete ao homem contemporâneo e procura revelar nosso personagem de múltiplos ângulos. É o humano que nos interessa em primeiro lugar e extamente por isso, nao tem a pretensão de respostas, mas de formular boas perguntas. Essa é uma característica do Ágora Teatro: aprofundar o material artístico ao extremo para que se possa atingir dimensões desconhecidas.

“... fôssemos infinitos tudo mudaria /

como somos finitos muito permanece...” B. Brecht

O verso nos inspira a manter o foco e o material da pesquisa, por vezes, até além do limite para que possamos atingir as mais diversas camadas dos seus significados.   Acreditamos que, nesses tempos ditados pelas aparências, a busca para se compreender as estruturas pessoais e sociais que nos movimentam e nos definem pode nos entreter e mesmo nos divertir. 

DIANA foi a primeira peça produzida pelo Ágora Teatro em 1999 e na época teve a direçao de Roberto Lage. Ela já tinha sido montada duas outras vezes, primeiro com Cassio Scapin e depois com Angelo Brandini. Essa nova versão tem o texto original bastante transformado, e mergulha ainda mais na personagem e na história buscando aperfeiçoar a dramaturgia e potencializar o espetáculo. Nessa nova montagem procuramos criar signos que instiguem o espectador a se emocionar, a se divertir e a construir conosco uma  reflexão  sobre o ser humano e suas relações com os outros e com o planeta.

 Celso Frateschi

 

 

Sinopse

 

A história acontece na cidade de São Paulo no final dos anos sessenta. É a saga de um professor de línguas de um colégio da periferia descrente e cansado das palavres das pessoas e prefere conversar com as coisas. Traído pela mulher, só dá crédito ao que dizem os inanimados. Sai de casa e se apaixona pela escultura “Saindo do Banho”, de Victor Brecheret instalada no Largo do Arouche, a quem batiza de Diana. O enredo prossegue quando o nosso “herói” é sequestrado por agentes da polícia paramilitar da ditadura, confundido com um militante de esquerda. A peça se concentra nesse curto momento em que ele se encontra nesse cativeiro, para ele um não lugar onde busca entender o seu desentendimento. Em oito cenas curtas o personagem revive suas crenças e suas paixões, seus sonhos e seus delírios. 

 

Ficha Técnica

 

Texto | ​​​CELSO FRATESCHI

Direção | ​​RUDIFRAN POMPEU

Interpretação​​ | CELSO FRATESCHI

Cenário e figurino​ | SYLVIA MOREIRA

Trilha Original​​ | DEMIAN PINTO

Concepção de Luz​ | WAGNER FREIRE

Direção de movimento |VIVIEN BUCKUP

Fotografias | EDSON KUMASAKA

Cenotécnico | EMERSONS FERNANDES

Produção​​ | DANIELLE CABRAL (DCARTE)     

Idealização | ÁGORA TEATRO 

 

Agradecimentos

GIMAWA.com

 

SERVIÇO

DE 13/10 a 16/12

Sábado às 21h00 / Domingo às 20h00 / Segunda às 21h00

Classificação indicativa 14 anos

Ingressos R$ 20,00

Meia R$10,00

www.sympla.com.br

Bilheteria abre 2 horas antes do início do espetáculo

Informações a partir das 15h

Telefone: (11) 3284 0290 e (11) 3141 2772

Teatro Ágora 

Endereço: Rua Rui Barbosa, 664 - Bela Vista - São Paulo - SP

 

Estacionamentos Conveniados: Estacionamento (R$ 12,00 por 3 horas) na Rua Rui Barbosa nº 714

Acesso para cadeirantes

 

« Este projeto foi contemplado pela 9 ediçao do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura. »