ÁGORA PUBLICAÇÕES
Este espaço visa incrementar a veiculação das idéias e do conhecimento através da publicação de livros, que serão, sempre que possível, disponibilizados gratuitamente no site do teatro para download.
• ÁGORA LIVRE DRAMATURGIAS
Alcides Nogueira/ Bosco Brasil/ Fauzi Arap/ Fernando Bonassi/ Hugo Possolo/ Izaías Almada/ Jandira Martini/ Luís Alberto de Abreu/ Marcos Caruso/ Mário Bortolotto/ Marta Góes/ Naum Alves de Souza/ Noemi Marinho.
RESUMO
Dentre as grandes questões abordadas no seminário ODISSÉIA DO TEATRO BRASILEIRO, a dramaturgia recebeu uma atenção especial na maior parte dos debates e na avaliação do evento.
Visando contemplar várias formas, estilos e abordagens dramatúrgicas, propusemos a 13 autores contemporâneos que respondessem, através de pequenas peças, a algumas questões já levantadas pelo teatro ao longo de sua história:
Poderá o mundo de hoje ser reproduzido no teatro?
Escreva sobre sua aldeia e falará do universo.
Podemos ainda falar em dramaturgia nacional?
Permanece no teatro de hoje algum resquício de sagrado?
O dramaturgo é um pensador?
Seu personagem está no palco ou na platéia?
Durante os meses de setembro, outubro e novembro de 2001, todas as segundas-feiras, asssistimos às montagens dessas peças e refletimos sobre as questões levantadas.
Este livro é a publicação das peças que resultaram desse seminário.
Clique nos links abaixo para fazer o download do livro:
• ODISSÉIA DO TEATRO BRASILEIRO
RESUMO
O Ágora, espaço cênico paulistano no coração do Bexiga, propõe-se como ponto de encontro, além de casa de espetáculo, assim acolhendo debates, fóruns, workshops, leituras de texto e montagens experimentais. Promoveu em agosto de 2000 o ciclo Odisséia do Teatro Brasileiro, com onze sessões de que participaram dezessete expositores principais – diretores, atores, autores –, contando sua experiência de profissionais da arte teatral, refletindo sobre ela e respondendo a perguntas do público presente sempre com lotação completa.
Organizado e editado por Silvana Garcia a partir da gravação dos encontros, e dessa forma captando a palavra direta dos agentes e testemunhas de episódios decisivos para os rumos do teatro na segunda metade do século XX, este livro é ao mesmo tempo subsídio para a história cultural e estimulante apoio à criação futura.
Odisséia começa com o Teatro Brasileiro de Comédia, o sempre lembrado e ainda ativo (como espaço) TBC, que o industrial italiano Franco Zampari fundou em 1948 – e que Gianni Ratto, primeiro depoente dos encontros, ajudou a tornar um marco modernizador da cena no país. Continua com lances memoráveis da trajetória teatral, protagonizados pelo Teatro de Arena e pelo Teatro Oficina, por Paulo Autran e Antunes Filho, e vem até a atualidade, incluindo em seu arco concepções fora do eixo Rio de Janeiro–São Paulo, com o depoimento de Márcio de Souza referente à Amazônia e o de Luiz Paulo Vasconcellos sobre o Rio Grande do Sul.
O ator Celso Frateschi, coordenador do Ágora junto com o diretor Roberto Lage, observa que o título Odisséia do Teatro Brasileiro, adotado pelo livro, sugere uma analogia inspiradora, a partir da qual será possível “reavivar nossa reflexão, recuperando as linhas evolutivas do teatro brasileiro” e traçando um panorama das principais propostas estéticas que o norteiam.
Quarta capa
A viagem de volta que Ulisses fez para a sua ilha, vencendo obstáculos impostos pelos deuses, serviu de inspiração a um fórum realizado em São Paulo, denominado Odisséia do Teatro Brasileiro. Nele, dezessete depoentes, em onze noites, falaram de seu desempenho no teatro do país e do muito que observaram nessa trajetória pela segunda metade do século XX, quando também foi preciso vencer grandes obstáculos com determinação e astúcia.
Os depoimentos agora integram este livro, que conta episódios e faz reflexões em torno de uma história iniciada na atuação modernizadora do TBC, nos anos 1950, para chegar aos tempos atuais em que são muitos os grupos de teatro e as tendências artísticas pelo país inteiro. Um aspecto importante da cultura nacional é dessa maneira apresentado, na voz direta de alguns de seus protagonistas.
É uma contribuição, entre outras, do SENAC de São Paulo à cultura de um país que, com freqüência acusado de falha de memória, prova estar apto a recuperá-la.