A arte de tomar chá e de “contar-se”
O exercício é: traga sua cadeira e seu lanchinho, sente-se e conte-se para o grupo.
Nada simples, nada objetivo. Aliás, o objetivo é ser subjetivo. Exige concentração, abertura, segurança no grupo, amor…
E lá fomos nós, na inocência da possibilidade de não nos contarmos. Mas após à “primeira narrativa”, percebemos o quanto era possível e saboroso contar-se…, como se os doces e salgados e chás naturais (da Apoena) e cafés e os medos e as vontades de nos entender, abrissem pelo menos uma porta nas nossas verdades, que revelaria um pouco do que fomos, do que somos e das opiniões de futuro que temos sobre nós.
De brigadeiros em brigadeiros, fomos “rodando a roda”, já brincando com o narrativo, repassando os textos de nossas histórias, com olhar crítico sobre eles (ora debochando ora emocionando-se). Todos atravessando o espectador: relação íntima!
Falamos de vitrolinhas, de aneizinhos, avós, avôs, pais, mães e filhos. De gays lésbicas e simpatizantes, da She-ra e de seu cavalinho. Fomos pra Paris, pro Japão, pra Índia, pra Diadema, pra Lapa, pra Móoca.
(a torta de frango e o bolinho de milho já estavam quase acabando).
Pegamos nossos tupperwares e fomos embora com (desculpem a pieguice) nossos corações quentes.
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