Ceci beijou Peri - NOVO HORÁRIO

11 de Agosto de 2010 às 21:39

NOVO HORÁRIO:
DOMINGO - 19H00

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Nomes do Pai - TEMPORADA PRORROGADA

às 21:37

TEMPORADA PRORROGADA ATÉ 29 DE AGOSTO

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ASSISTA AO VÍDEO DO ESPETÁCULO “O GRANDE INQUISIDOR

8 de Julho de 2010 às 9:53

O GRANDE

 
 

Ruy Cortez dirige Nomes do Pai, que evoca Kafka e Rilke

20 de Maio de 2010 às 8:51

A difícil e silenciosa relação familiar.

Por Ubiratan Brasil

Silêncio. Peça inspirou também a organização de uma série de encontros com pensadores. Nos anos 1990, então aspirante a ator do Teatro Escola Célia Helena, Ruy Cortez foi sondado pelo tio famoso, Raul Cortez, para montar um espetáculo que unisse dois textos clássicos da literatura: Carta ao Pai, de Franz Kafka, e Cartas a Um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke. “Raul tinha um grande fascínio pelas palavras e, na sua concepção, ele leria os trechos do Rilke enquanto eu ficaria com os de Kafka”, relembra Ruy que, com a indefinição do projeto (”Eu me direcionei para a direção, enquanto ele se envolveu com outras peças”), guardou a ideia para uma nova oportunidade - que se transformou em Nomes do Pai, em cartaz no Teatro Ágora.
Com o passar dos anos, o projeto amadureceu e tomou novos rumos. O primeiro e mais significativo é a ausência de palavras: em cena, os atores Fábio Takeo e Rafael Steinhauser comunicam-se por gestos e expressões, engrandecidos pela iluminação e por uma trilha sonora especialmente composta. Na essência, o conflito no relacionamento entre pai e filho, tema que inspira outra peça em cartaz, A Grande Volta. “Esse era o ponto de partida do trabalho que o Fábio e o Rafael queriam fazer quando me convidaram para o projeto, em 2007″, conta Ruy, que imediatamente se lembrou da parceria não realizada com Raul.
Assim, as obras de Kafka e Rilke forneceram a base do processo colaborativo. Mas quando surgiu a ideia de não se utilizar a palavra falada? “Foi a partir do texto do Kafka, que é uma carta não enviada ao pai. Assim, essa comunicação não realizada nos inspirou a fazer o espetáculo sem palavras.” Escrito em 1919, o texto que resultou no livro Carta ao Pai é um longo desabafo em que Kafka responsabiliza o pai por sua incapacidade de viver, casar e amar como os outros - sobrou-lhe a literatura, portanto, para exorcizar um grito ameaçado de ficar parado no ar.
Já as Cartas a Um Jovem Poeta, escritas entre 1903 e 1908 com a intenção de revelar ao aspirante Franz Xaver Kappus o intrincado mundo interior do escritor, apontam a solidão como a condição única e verdadeira para a criação de uma obra autêntica. Um tema que, de alguma forma, caminha em paralelo ao torturante universo literário do autor checo.
A transposição para a cena foi meticulosa. Ruy conta que ele e a dupla de atores criavam uma cena para cada página dos livros, sempre sem usar a voz. “Logo, percebemos que o texto do Kafka era mais teatral, portanto, acabou predominando”, explica. “Rilke é quase um negativo de Kafka e, como um iluminava o outro, escolhemos o caminho de examinar a função do pai e as questões da paternidade e, por extensão, a cultura patriarcal.”
DVD. Depois que um punhado de cenas tinha sido criado, o grupo decidiu convidar o dramaturgo Luis Alberto de Abreu para reestruturá-las e dar-lhes uma continuidade - para isso, um disco de DVD com imagens do trabalho em estado bruto lhe foi enviado. “A boa surpresa é que o Abreu, em vez de simplesmente transmitir suas coordenadas, preferiu participar ativamente do processo, participando de nossas reuniões”, observa o diretor.
A construção de uma dramaturgia sem palavras foi, para um escritor aclamado justamente pela coerência e criatividade com que trabalha com elas, um desafio. “O que me seduziu nesse trabalho foi o material teatral já desenvolvido pelos atores e pelo diretor, a partir de Kafka e Rilke: cenas sintéticas, delicadas, belas, em que qualquer palavra pareceria uma intromissão indevida”, comenta o dramaturgo.
Para ele, tudo se torna escrita: a intensidade e o tempo de cada gesto, os elementos cênicos e sua manipulação. “O suporte da escrita se transforma no corpo do ator e suas manifestações. Foi aí que trabalhamos, reconstruindo cada cena e nela procuramos seu núcleo, seu sentido, sua função no contexto do espetáculo; desenvolvemos as relações dramáticas já presentes, alteramos sua intensidade e objetivos; rastreamos e evidenciamos as trajetórias dos personagens; enfim, reorganizamos todo o material.”
O processo se repetiu durante a criação da trilha sonora de Henrique Eisenmann e Tomaz Vital - a partir da tentativa de expressar musicalmente a concisão e a secura da escrita kafkiana, eles criaram um melodia minimalista, executada ao vivo no piano, com eles se revezando a cada apresentação. “A criação inspirou-se tanto no que se produzia naquela época (início do século passado), que eram composições modernistas, como nas cantigas do ensino judaico que marcou a educação de Kafka.”
A mesma filosofia de criação em paralelo inspirou a cenografia de André Cortez e a iluminação de Fábio Retti. Mais que isso: a discussão sobre a paternidade proposta pelo projeto incentivou o filósofo Luiz Felipe Pondé a organizar encontros com pensadores, que ocorrerão em julho e agosto.
Pondé cuida justamente do primeiro, no dia 25 de julho, quando também falará Renata Martins. Em seguida, os debates serão conduzidos por Enrique Mandelbaum, João Carlos Guedes da Fonseca, Lúcia Cortez, Lílian Quintão, Cássia Barreto e Ricardo Goldenberg. “Curiosamente, todos inspirados em um espetáculo construído a partir da ausência da palavra”, diz Ruy.

QUEM FORAM

FRANZ KAFKA
ESCRITOR
Criador de um universo que deixa o leitor atônito diante de personagens que enfrentam situações intoleráveis, nasceu em Praga em 1883 e morreu em 1924,
em Kierling, na Áustria.

RAINER MARIA RILKE
ESCRITOR E POETA
Nasceu em 1875, em Praga. Escreveu uma poesia seminal, da qual as palavras brotam como se fossem os próprios seres da natureza. Morreu em 1926, de leucemia.

 
 

LEIA MATÉRIA SOBRE “O GRANDE INQUISIDOR” NO ESTADÃO

22 de Abril de 2010 às 8:05

MATÉRIA SOBRE “O GRANDE INQUISIDOR” NO ESTADÃO
Por Beth Néspoli

Para quem deseja vivenciar uma transposição cênica da obra de Dostoievski, estreiou no Ágora uma montagem que tem tudo para trazer à tona uma multiplicidade de questões humanas - o O Grande Inquisidor.

A aposta pode ser feita pelos artistas envolvidos na montagem. Esse texto, uma narrativa retirada do romance Os Irmãos Karamazov, será interpretado por Celso Frateschi, sob direção de Rubens Rusche. Frateschi já conseguira levar ao palco com rara felicidade um conto de Dostoievski, Sonho de Um Homem Ridículo, texto à primeira vista bem pouco teatral. É de se imaginar que possa tirar ainda muito mais proveito de O Grande Inquisidor cuja carga dramática já atraiu dezenas de atores e diretores, entre eles Patrice Chèreau, Peter Brook e, no Brasil, Domingos Oliveira. Rusche é um ‘homem culto’, de sólida e ampla formação filosófica, que domina seu métier, como mostrou em montagens como Fim de Jogo, de Beckett, e Ânsia, de Sarah Kane.

CLIQUE AQUI PARA LER A MATÉRIA COMPLETA

 
 

ÁGORA FORMAÇÃO - NOVOS CURSOS

21 de Janeiro de 2010 às 17:58

Inscrições abertas para os cursos de 2010 no Ágora Teatro. Saiba mais.

 
 

DOIDO - SOLO DE ELIAS ANDREATO

8 de Janeiro de 2010 às 18:15

ÁGORA TEATRO APRESENTA:
DOIDO - ESPETÁCULO SOLO DE ELIAS ANDREATO

Encenação 

O espetáculo fala de amor, de loucura e de arte mostrando ao espectador o que essa viagem apaixonante pode despertar no artista e no cidadão comum. Um homem narra e vive personagens da dramaturgia universal.

A montagem não utiliza um gestual teatral formal para que, através apenas da palavra, o público seja encantado e arrebatado pelo pensamento de grandes filósofos, pensadores, poetas e dramaturgos.

Para contar essa história criamos um mágico desenho de luz, para permitir que o ator utilizando apenas sua máscara facial, construa suas personagens diante do espectador.

A idéia é que sentado à sua mesa e rodeado por seus objetos esse homem seja um caixeiro viajante, um mascate, um mercador de sonhos.

O figurino constrói esse personagem acrescentando a ele um tom farsesco que no final revela uma camisa de força ocultada pelo paletó surrado e destruturado.

“Doido” pretende apenas perpetuar os momentos de amor, lucidez e de loucura onde o ator, esse ser atormentado pela criação artística, busca manter-se vivo no seu habitat o teatro.

É no teatro, “a grande casa de loucos da humanidade”, onde podemos viver intensamente todos os personagens e espiá-los pelo buraco da fechadura, vasculhando suas celas e roubando-lhes suas almas, para que essa genialidade possa nos trazer alguma sabedoria.

Elias Andreato

Ficha técnica

Luz: WAGNER FREIRE
Figurino: LAURA HUZAK ANDREATO
Cenário: LUIS ROSSI
Programação visual: ELIFAS ANDREATO
Assistente de direção: DAVID KAWAI
Realização: MORENTE FORTE COMUNICAÇÕES

“Este trabalho é dedicado a todos os meus colegas de profissão”

MAIS INFORMAÇÕES

 
 

SOU UM HOMEM RIDÍCULO

24 de Novembro de 2009 às 16:23

SOU UM HOMEM RIDÍCULO

Há momentos na vida em que se acumulam sobre as nossas verdades, o pó dos tempos. A verdade se solidifica e perde o brilho, o que nos movia adiante passa a nos paralisar e o pó umedecido pelos lamentos, seca numa triste argamassa de crtezas que nos petrifica. Romper a estagnação é tarefa dos  artistas. Foi esta busca que trouxe esta provocação de Dostoievski. Não possuo as suas crenças, mas desejo a sua inquietação. Busco no seu sonho, ridículo como todos os sonhos, aquilo que rejuvenesce e religa a velhice do contemporâneo ao imaginário da infância da humanidade.

Há momentos na vida em que se acumulam sobre as nossas verdades, o pó dos tempos. A verdade se solidifica e perde o brilho, o que nos movia adiante passa a nos paralisar e o pó umedecido pelos lamentos, seca numa triste argamassa de crtezas que nos petrifica. Romper a estagnação é tarefa dos  artistas. Foi esta busca que trouxe esta provocação de Dostoievski. Não possuo as suas crenças, mas desejo a sua inquietação. Busco no seu sonho, ridículo como todos os sonhos, aquilo que rejuvenesce e religa a velhice do contemporâneo ao imaginário da infância da humanidade.

Talvez, mais do que nunca, necessitemos de um projeto ridículo de nos entendermos como um todo. Talvez ainda sejamos ridículos o suficiente para crer em algumas criações da humanidade como a ética e a estética. Talvez a beleza, mesmo que ridícula, ainda possua algum sentido. Quem sabe as coisas são como são porque as forjamos assim e não por que são inevitáveis e por isso valha a pena o ridículo de tentar transformá-las? Creio que seja possível a busca de um teatro sem adjetivos. Um teatro que afirme negando e vice-versa, mas totalmente despreocupado com a negação e com a auto-afirmação. Que renda todos os créditos aos nossos mestres traindo-os, amável e respeitosamente, que é a forma mais elevada de homenagem que um artista pode prestar ao outro. Um teatro sem legendas que respeite a criatividade e a inteligência da platétia, que evite a soberba preguiça de que tudo já foi feito e se lance sem rede de proteção na aventura do desconhecido. Que não se limite e nem se intimide com as aparências. Que assuma o homem como seu trabalho. Que perceba que cada época se produz e que o artista se produz ativa, crítica, arriscada e prazerosamente!

Celso Frateschi.

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O ESPETÁCULO

 
 

NA SOLIDÃO DOS CAMPOS DE ALGODÃO

10 de Novembro de 2009 às 16:10

Por ocasião do ano da França no Brasil o SESC apresenta a “leitura cênica” do texto de Bernard-Marie Koltes, com direção de Chiquinho Medeiros e a participação de Celso Frateschi e Otávio Martins.

SERVIÇO:

Dia 10/11 - 20h00
SESC PAULISTA

 
 

ELIAS ANDREATO NO ÁGORA

19 de Outubro de 2009 às 17:43

  O “Teatro, Vinho e Pensamento” (TVP) recebeu quarta-feira passada Elias Andreato para uma conversa que se mostrou intensamente afetiva. Bate-papos de extrema liberdade tem ocorrido a cada evento, em que tanto o artista-provocador quanto os demais participantes se colocam com extremo respeito e pertinência, trazendo ao teatro aquilo que lhe cabe: prazer e conhecimento.Elias contou como chegou ao teatro, pela função de camareiro e contra-regra. Apesar de não ter formação acadêmica em teatro é um estimulador de quem quer tomar tal iniciativa. Ele disse que o ator de hoje precisa ser esperto, ler muito, ter opinião sobre o próprio trabalhho. Não é mais como no início da sua carreira em que valorizava-se o ator “bom executador” da vontade do diretor.

Mesmo depois de ter tido um longo período de parceria com Paulo Autran, a dificuldade em produzir seus trabalhos e o questionamentos sobre como atingir o público continuam - desde como fazer as pessoas irem ao teatro até como poder comunicar-se de forma eficaz com elas. Sua peça “Doido” continua em cartaz no teatro da Livraria Cultura no Conjunto Nacional às quintas e sextas, 21h, baseado em textos de grandes escritores e pensadores. É uma boa maneira de se juntar ao seu pensamento teatral, tendo servido de referência em muitos momentos do nosso bate-papo.

Sobre a simplicaidade do espetáculo, ele disse que faz parte da natureza do trabalho, mas que ele gosta também do uso da tecnologia, embora seja uma imensa tragédia quando esse aparato todo não funciona. Uma tela azul quando alguém aperta o “play” leva embora tudo que o teatro tenta construir. Aliás, o primeiro computador que teve, foi um MacIntosh, dado pelo Celso (Frateschi), que ele usou muito tempo como abajur. “Tinha uma luz linda aquele computador…”.

Perguntado sobre como se prepara para seus trabalhos, ele contou que já teve todo tipo de ritual, mas que largou-os todos. Quando alguém vive sozinho e gosta dessa solidão, segundo ele, o teatro começa quando sai de casa. Ele caminha pensando no texto e, ao chegar ao teatro, já lembrou-o todo. Depois disso, ainda varre o palco e simplesmente faz o que tem de ser feito. Tudo já é teatro desde o momento em que sai de casa.

Ele continua assistindo teatro e contou sobre a vez em que viu Cleyde Yáconis fazendo “Caminho para Meca” e havia apenas 30 pessoas na platéia. Ele pensou no absurdo que acontecia ali. Depois, falando com ela no camarim, vendo a alegria que ela demonstrou por estar ali, sentiu até vergonha de ter pensado aquilo durante a peça.

Sobre ver teatro, comentou que o importante é ter os olhos para ver o que o outro faz e se espantar com o diferente, sem a recorrente atitude de, através dos outros, ver apenas como vc mesmo faria aquele trabalho.

Próximo TEATRO, VINHO E PENSAMENTO é dia 04 de novembro com MARIA RITA KHEL, dando início aos seminários A CIDADE TEATRALIZADA. Fique atento à programação!

 
 

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